Untitled Document

Olhos, cérebro ou coração: como realmente ouvimos?

coclea4 (1)

O som é uma movimentação de ar dirigido através da concha do canal auditivo. No final do canal auditivo o som se choca com o tímpano e o faz vibrar. O som é então posto em movimento para o ouvido interno por meio de uma cadeia de ossículos auditivos. As células ciliadas transformam o movimento em estimulações elétricas, que são transmitidas ao cérebro por obra do nervo auditivo.

É o cérebro que processa o que o ouvido capta. O local da onde vem o som, o quão alto ele é, se é uma palavra, qual seu significado, tudo isso é função do cérebro. Quando crescemos, já ficamos acostumados a ouvir. Nós ignoramos ruídos que sabemos não ser importantes, caso dos ruídos de fundo contínuos. No entanto, o significado emocional também desempenha um papel importante nessa equação. O suave soluçar de um bebê acorda sua mãe, que não será despertada por barulhos muito mais altos, mantendo seu sono intacto nessas ocasiões não emocionais.

Snap 2016-08-23 at 09.17.32

Nossa percepção de fala depende do tempo em que aprendemos uma língua. Pois, compreensão auditiva não é o trabalho da orelha, mas do cérebro. Tudo o que é feito pelo cérebro necessita de prática para atingir a perfeição.

A orelha é formada por ouvido externo e ouvido médio para captar, agregar e transmitir sons. Dentro do ouvido interno, as vibrações do som são transformadas em impulsos nervosos. A parte cartilaginosa anterior do canal auditivo, onde estão as glândulas, produzem cerume (a cera do ouvido) e os cílios, que enviam a cera para o exterior. Portanto, podemos dizer que o ouvido é “auto-limpante”.

O ouvido interno é o local dos canais semicirculares (o órgão do equilíbrio) e cóclea, que contém aproximadamente 12 mil células nervosas ciliadas externas e 3 mil internas, responsáveis pela conversão da sonoridade em impulsos nervosos. As células nervosas ciliadas externas permitem diferenciar de maneira fina os diferentes tons e volumes que percebemos.

Ouvir corretamente melhora a Qualidade de Vida!

Os outros são normalmente os primeiros a perceber que alguém está com dificuldade de audição. Familiares e amigos notam que você tem que pedir às pessoas para repetir com maior frequência, falam muito alto ao telefone, ou colocar o volume da televisão nas alturas, fazendo com que toda a vizinhança ouça. Você se sente cansado rapidamente e busca evitar situações de desconforto, como por exemplo, conversas em grupos grandes ou com muito ruído ao fundo. Audição diminuída pode ter uma série diversa de efeitos sobre a sua vida, especialmente no contato que você estabelece com as pessoas que o rodeiam. O discurso torna-se indistinto e você não ouve corretamente algumas palavras. Agora é o momento certo para fazer algo sobre isso.

Há um número de diferentes causas para a perda de audição. A gravidade da dificuldade auditiva pode ser vista num audiograma de tom individual. Isto é feito através da medição de limiar da audição em frequências diferentes, é o volume no qual se ouve uma nota pela vez primeira. A gravidade da redução da audição pode, então, ser determinada em dependência de quão baixo está o limiar auditivo. As pessoas por muitas vezes não conseguem ouvir em todas as frequências da mesma forma. Isso também faz explicar o porquê de algumas vezes você nem se dar conta dos primeiros sinais de perda de audição. A diminuição ocorre de maneira lenta. O seu cérebro vai se acostumando a não perceber determinados sons. Estas zonas mais cansadas precisam ser treinadas em um primeiro momento. A utilização de um aparelho auditivo ajuda você passo a passo a voltar a perceber mais sons, alguns que você já tinha esquecido há um bom tempo. Então, novamente, você vai passar a entender perfeitamente aquela pessoa com quem está conversando.

Não permita que a sua audição se torne cansada. Quanto mais rápido você decidir iniciar a utilização de um aparelho auditivo, mais simples será para retornar a ouvir tudo outra vez. Não há razão para passar mais um dia com uma experiência auditiva deficiente.