Protetização Infantil

By: | Tags: , | Comments: 0 | maio 7th, 2013

Nos primeiros anos de vida da criança, há uma série de progressos linguísticos  sociais, intelectuais, etc. Uma perda auditiva, nesta fase, acarreta considerável atraso no desenvolvimento da linguagem, da comunicação dentre tantos outros. Faz se, então, extremamente necessária, a realização de uma investigação audiológica, a fim de descartar ou diagnosticar a existência de problema auditivo o mais precoce possível, para que possamos
intervir evitando danos maiores.

Além de exames de tronco cerebral e eletrococleografia, são de extrema importância as avaliações imitanciométrica, a audiometria instrumental, a audiometria lúdica e o teste vocal – logoaudiometria (quando a criança possui um mínimo de linguagem). Após a realização e a análise de vários testes, caso haja necessidade, iniciase o processo de protetização. O aparelho fará com que o pequeno paciente tome consciência do mundo sonoro e da comunicação através da linguagem.

A seleção inicial dos aparelhos a serem testados deverá considerar os dados da anamnese realizada com a família e com a própria criança, além das informações audiológicas obtidas e das características das próteses. Sempre que possível, devemos utilizar próteses auditivas de modelos retroauriculares, as quais não produzem ruído do atrito da roupa do usuário, o que se observa nos aparelhos de caixa. Além disso, este tipo de prótese é menos onerosa se comparada às próteses auditivas embutidas na orelha, visto que estas últimas necessitam montagens freqüentes, quando adaptadas em crianças muito pequenas .

Os aparelhos auditivos selecionados, para as testagens infantis, devem possuir sistema de limitação de saída, visando proporcionar conforto e segurança ao paciente. Deve-se também ter muita cautela quanto à faixa de freqüência de amplificação da prótese. Devemos evitar
demasiada amplificação nas frqüências baixas. São necessárias re-avaliações após 30 dias de uso e avaliações periódicas, para que se tenha um controle do conforto da prótese, das reações do paciente, das alterações na fala e na linguagem, do ajuste do molde auricular e da constância dos limiares tonais.

Cabe também ao fonoaudiólogo que realiza testagens em crianças, o encaminhamento do paciente protetizado para a terapia fonoaudiológica, o esclarecimento de todas as dúvidas trazidas pelos pais e as instruções quanto ao uso e manuseio dos aparelhos auditivos para que o aproveitamento da prótese seja pleno e proporcione o máximo de informações auditivas ao paciente.

Luciana Magni Berthier
Fonoaudióloga

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