Hipersensibilidade Auditiva

By: | Tags: | Comments: 0 | setembro 2nd, 2015

Hipersensibilidade Auditiva

 Muitas pessoas irritam-se diante de sons altos e contínuos. Entretanto, algumas são especialmente sensíveis e não conseguem tolerar nem mesmo níveis normais de som. São os indivíduos que apresentam o que denominamos de hipersensibilidade a sons.

Em grau severo, a hipersensibilidade a sons pode ter efeitos devastadores na qualidade de vida do indivíduo. Qualquer atividade diária com um mínimo de exposição sonora pode ser afetada ou até impossibilitada pela hipersensibilidade, como por exemplo: trabalho, vida social (restaurantes, concertos, cinema), compras, eventos esportivos, dirigir, afazeres domésticos, cuidar de crianças, entre outros.

A hipersensibilidade auditiva não quer dizer que estas pessoas escutam melhor do que as outras é justamente o contrário, a hipersensibilidade auditiva está relacionada à perda de audição, pois quer dizer que o sistema auditivo não está funcionando corretamente.

Uma pessoa com uma audição normal consegue aguentar até um som de 120 decibéis enquanto os hipersensíveis não resistem a um volume maior que 90 decibéis.

As causas de hipersensibilidade podem variar de acordo com cada caso. Existem três tipos de hipersensibilidade a sons:

  • A hiperacusia – ocorre em indivíduos com audição normal e representa uma intolerância a sons de baixa ou moderada intensidade. É causada por uma alteração no processamento central dos sons. Provoca sensação de desconforto a inúmeros sons do meio ambiente, mesmo de intensidade baixa ou moderada, como por exemplo, água corrente, ventilador, refrigerador, lava-louças, carro, telefone, campainha, portas fechando, etc.
  • A fonofobia – é o medo da exposição sonora. Um transtorno psicológico que faz com que as pessoas sintam medo até da própria voz. O problema pode ser desenvolvido a partir da hiperacusia, já que isso faz com que sons normais do cotidiano sejam quase insuportáveis para o ouvido.
  • O Recrutamento – é o mais comum nos casos de hipersensibilidade, pois ocorre associado à perda auditiva de origem sensorial, onde a incapacidade de ouvir sons baixos (por exemplo, de 50 dB), particularmente nas altas frequências, é acompanhada por uma intolerância a sons mais altos (por exemplo de 80dB), frequentemente com distorção do mesmo.

A prevalência da hipersensibilidade aos sons na população geral é incerta, pode afetar indivíduos de qualquer idade e sexo.  Alguns estudos apontam a ocorrência deste sintoma em indivíduos que também apresentam zumbido.

O tratamento da hiperacusia não é o silêncio e nem mesmo o uso de protetor auricular, pois com um ruído mais baixo ou mesmo o silêncio provoca um aumento da audição, amplificando a captação de sons externos ao redor e a sua intensidade gerando maior incômodo. O resultado pode ser uma piora na audição.

Para os diferentes casos, pesquisas recentes mostraram que a maneira correta de tratar requer a dessensibilização com o uso de geradores de som ou instrumentos combinados que emitem um som contínuo de fraca intensidade, isto é, abaixo do nível que provoca incômodo ou desconforto ao paciente. Essa estimulação constante ajuda o cérebro a readaptar-se aos sons diários normais. Os sons adicionais provenientes da natureza, de rádios, televisão, etc, podem também ser utilizados, pois devem ser agradáveis ao ouvido do individuo.

De qualquer forma, para identificar o melhor tratamento a fim de solucionar o problema, o ideal é o atendimento especializado, porque o quadro pode se agravar com o tempo. Importante ficar atento e observar a presença de dificuldade de audição, no cotidiano junto à família e amigos. Se desconfiar, procurar um otorrinolaringologista que fará a avaliação por meio do exame físico e dos testes audiológicos.

Fga Daniele Imlau

CRFa 9376 SC

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