Eclipse Interacoustics: Instruções de Uso

By: | Tags: | Comments: 0 | junho 25th, 2013

Treinamento de Aplicação Eclipse 

Nota

O material de estudo fornecido nesse treinamento deverá ser complementado com o uso do Manual de operações do equipamento e com a ajuda de um instrutor devidamente treinado. 

Definição:

O Eclipse é um equipamento modular, utilizado em conjunto com um computador, para aplicações totalmente distintas entre si. Além de fazer os exames e mostrar os resultados na tela do computador, esse equipamento dispões também de um banco de dados (IaBase ou OtoAcces) no qual os nomes dos pacientes e os exames são organizados e guardados. Esse equipamento é dividido nos módulos a seguir:

 

  • Módulo EP15 – Testes para triagem em curta latência
  • Módulo EP25 – Testes em CL, ML, LL, ECochg
  • Módulo ABRIS – Testes para triagem infantil
  • Módulo ASSR – Audiometria “stead state”
  • Módulo DPOAE – Testes de emissão Otoacústica DP
  • Módulo TEOAE – Testes de emissão Otoacústica TE
  •  (Módulo VEMP – Testes para sistema vestibular)*
  • (Módulos VNG – Testes para sistema vestibular)*

Banco de dados (IaBase)

O banco de dados usado para armazenar os exames é o IaBase. É através dele também que se opera o Eclipse. Segue abaixo um desenho da tela principal do Eclipse:

1 Cadastrar novo cliente

2 Lista com clientes cadastrados

3 Lista com exames feitos para cliente selecionado

4 Módulo do exame a ser realizado

5 Iniciar novo exame

6 Aqui o operador escolhe quem vai fazer o exame e quem vai avaliar.

O menu 7 pode ser explicado pelos sub-menus abaixo:

File menu usado de acordo com cada módulo.

Data menu usado para manipular arquivos do IaBase (localizar cliente, importar cliente de outra máquina, backup etc.)

Clinic menu usado para inserir dados da clínica

Instrument menu usado para cadastrar novos módulos

View menu usado para habilitar/desabilitar dados do examinador/avaliador

About menu usado para mostrar a versão do software utilizado

Help menu usado para ajuda do IaBase

Módulo EP15/25

Todos os testes dos módulos EP15/25 têm o mesmo princípio, o

equipamento gera os estímulos através dos fones, recolhe organiza e armazena as reações cerebrais através dos eletrodos. Essas informações vão servir para avaliação médica mais tarde.

A diferença entre os módulos EP15 e EP25 é que o módulo EP25 é mais completo,

além dos exames de curta latência, este também realiza exames de média latência e longa latência. No entanto o princípio de funcionamento é o mesmo da figura acima. Em linguagem não científica, pode-se dizer que a latência é o tempo que o equipamento espera para recolher as informações cerebrais. Para curta latência, o equipamento recolhe ondas cerebrais entre 1 e 10 ms após o estímulo. Para média latência, o equipamento recolhe estímulos entre 11ms e 80ms após o estímulo. Em longa latência, a janela fica entre 81 e 750 ms.

ABRIS

A tradução de ABRIS (Auditory brainstem response Infant Screening) seria triagem

infantil com respostas cerebrais auditivas. O princípio é o mesmo usado no ABR mostrado acima, porém os protocolos são montados de forma a facilitar a triagem infantil e neonatal.

Beraphone

O Beraphone é um acessório usado com o módulo ABRIS que substitui os eletrodos

convencionais.

ASSR

ASSR (Auditory Stead-state Response) seria resposta auditiva em estado estável.

Esse módulo utiliza os mesmos princípios mostrados anteriormente (estímulo auditivo e resposta cerebral), mas ao invés de mostrar curvas cerebrais, o software do Eclipse transforma esses dados em curvas de audiometria. Esse exame é equivalente a uma audiometria, porém dispensa qualquer ação ou resposta do paciente.

 DPOAE e TEOAE

Esses são os módulos de emissão Otoacústica. As emissões Otoacústicas podem ser verificadas basicamente por meio de dois estímulos distintos, o Produto de Distorção (DP) e o Transiente evocado (TE). Existe portanto um módulo para cada um dos métodos. Nesse caso, o estímulo é enviado por uma sonda introduzida no conduto auditivo do sujeito sob teste; e essa mesma sonda capta as respostas e redireciona as mesmas para o equipamento.

VEMP

O módulo VEMP não é popularmente comercializado no Brasil, mas a título de curiosidade, pode-se dizer que esse equipamento atua para diagnóstico no sistema vestibular, mais precisamente no sáculo.

O método é praticamente o mesmo utilizado para os módulos EP15/25; os estímulos vão via fones e são trabalhados para atingir o Sáculo. As respostas são captadas via eletrodo, porém esses eletrodos são arranjados de maneira diferente.

VNG

O módulo VNG (Vídeo Nistagmografia) tem intenção de substituir a tradicional Electronistagmografia. A tradicional Eletronistagmografia envia sinais visuais para o cérebro de forma a provocar nistágmos (movimentos oculares em um certo padrão). Esses nistágmos vêm com mudanças nas atividades cerebrais que são medidas via eletrodo.

No caso da Vídeonistagmografia (VNG) enviamos os mesmos sinais visuais, porém detectamos os nistágmos através de microcâmeras posicionadas em uma máscara. Resumindo, ao invés de medirmos mudanças nas atividades cerebrais, monitoramos os movimentos das pupilas.

 

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