Olhos, cérebro ou coração: como realmente ouvimos?

O som é uma movimentação de ar dirigido através da concha do canal auditivo. No final do canal auditivo o som se choca com o tímpano e o faz vibrar. O som é então posto em movimento para o ouvido interno por meio de uma cadeia de ossículos auditivos. As células ciliadas transformam o movimento em estimulações elétricas, que são transmitidas ao cérebro por obra do nervo auditivo.

É o cérebro que processa o que o ouvido capta. O local da onde vem o som, o quão alto ele é, se é uma palavra, qual seu significado, tudo isso é função do cérebro. Quando crescemos, já ficamos acostumados a ouvir. Nós ignoramos ruídos que sabemos não ser importantes, caso dos ruídos de fundo contínuos. No entanto, o significado emocional também desempenha um papel importante nessa equação. O suave soluçar de um bebê acorda sua mãe, que não será despertada por barulhos muito mais altos, mantendo seu sono intacto nessas ocasiões não emocionais.

Nossa percepção de fala depende do tempo em que aprendemos uma língua. Pois, compreensão auditiva não é o trabalho da orelha, mas do cérebro. Tudo o que é feito pelo cérebro necessita de prática para atingir a perfeição.

A orelha é formada por ouvido externo e ouvido médio para captar, agregar e transmitir sons. Dentro do ouvido interno, as vibrações do som são transformadas em impulsos nervosos. A parte cartilaginosa anterior do canal auditivo, onde estão as glândulas, produzem cerume (a cera do ouvido) e os cílios, que enviam a cera para o exterior. Portanto, podemos dizer que o ouvido é “auto-limpante”.

O ouvido interno é o local dos canais semicirculares (o órgão do equilíbrio) e cóclea, que contém aproximadamente 12 mil células nervosas ciliadas externas e 3 mil internas, responsáveis pela conversão da sonoridade em impulsos nervosos. As células nervosas ciliadas externas permitem diferenciar de maneira fina os diferentes tons e volumes que percebemos.

Ouvir corretamente melhora a Qualidade de Vida!

Os outros são normalmente os primeiros a perceber que alguém está com dificuldade de audição. Familiares e amigos notam que você tem que pedir às pessoas para repetir com maior frequência, falam muito alto ao telefone, ou colocar o volume da televisão nas alturas, fazendo com que toda a vizinhança ouça. Você se sente cansado rapidamente e busca evitar situações de desconforto, como por exemplo, conversas em grupos grandes ou com muito ruído ao fundo. Audição diminuída pode ter uma série diversa de efeitos sobre a sua vida, especialmente no contato que você estabelece com as pessoas que o rodeiam. O discurso torna-se indistinto e você não ouve corretamente algumas palavras. Agora é o momento certo para fazer algo sobre isso.

Há um número de diferentes causas para a perda de audição. A gravidade da dificuldade auditiva pode ser vista num audiograma de tom individual. Isto é feito através da medição de limiar da audição em frequências diferentes, é o volume no qual se ouve uma nota pela vez primeira. A gravidade da redução da audição pode, então, ser determinada em dependência de quão baixo está o limiar auditivo. As pessoas por muitas vezes não conseguem ouvir em todas as frequências da mesma forma. Isso também faz explicar o porquê de algumas vezes você nem se dar conta dos primeiros sinais de perda de audição. A diminuição ocorre de maneira lenta. O seu cérebro vai se acostumando a não perceber determinados sons. Estas zonas mais cansadas precisam ser treinadas em um primeiro momento. A utilização de um aparelho auditivo ajuda você passo a passo a voltar a perceber mais sons, alguns que você já tinha esquecido há um bom tempo. Então, novamente, você vai passar a entender perfeitamente aquela pessoa com quem está conversando.

Não permita que a sua audição se torne cansada. Quanto mais rápido você decidir iniciar a utilização de um aparelho auditivo, mais simples será para retornar a ouvir tudo outra vez. Não há razão para passar mais um dia com uma experiência auditiva deficiente.