AA222 / AA220 Interacoustics

O AA222/AA220 é a combinação disponível do analisador do ouvido médio e audiômetro diagnóstico. Combina todos os testes de diagnóstico do analisador de ouvido médio AT235 e a maioria dos recursos disponíveis em nosso popular audiômetro de diagnóstico AD229 tudo em um pequeno e leve formato. Isto torna o AA222/AA220 ideal para clínicas novas, para transporte em viagens e para situações onde haja pouco espaço na Clínica.

VENTILAÇÃO NOS APARELHOS AUDITIVOS

 A ventilação consiste em uma das modificações mais frequentemente realizadas no molde invisível e nas próteses intra-auriculares. Reduz a sensação de plenitude auricular e minimiza o efeito de oclusão e/ou ressonância causada pelo uso do próprio molde/prótese ou para filtrar baixas freqüências, proporcionando melhor inteligibilidade dos sons da fala.

É a abertura de um orifício paralelo, diagonal ou externo ao canal do molde.

  • Ventilação Paralela e/ou externa: é a mais efetiva para modificar o componente de baixa freqüência sem afetar a amplificação das altas.
  • Ventilação Diagonal: é usada quando existem restrições no diâmetro do meato acústico externo, e promove redução em todas as freqüências.

 

Em alguns moldes pode não haver espaço suficiente para realizar uma ventilação, em função do diâmetro do canal do molde auricular. Nesses casos utilizamos um recurso que consiste na escavação de uma canaleta ao longo do canal do molde, denominada de ventilação externa. Este tipo de modificação é frequentemente utilizado nas próteses intra-auriculares e intracanais, onde o espaço é reduzido, além de constituir uma boa opção para os casos em que a ventilação tradicional gera alimentação acústica.

ATENUADORES ACÚSTICOS NOS APARELHOS AUDITIVOS

A função principal é suavizar os picos de ressonância gerados pelo sistema de amplificação, principalmente na faixa de freqüências de 1000 Hz a 3000Hz, além de controlarem o ganho e a saída máxima.

Efeito Corneta: se caracteriza pelo aumento gradual do diâmetro interno do tubo, de 1,93mm para 04 mm, nos seus últimos 10mm, o que ocasiona uma ênfase na resposta de altas freqüências. Um exemplo do efeito corneta é o Libby Horn, um tubo plástico, que apresenta 02 mm de diâmetro externo (para conexão com o gancho de som), o qual vai aumentando até atingir 04 mm na abertura do molde. Ainda temos outra variação chamada Bakke Horn que consiste, basicamente, em um pequeno gancho feito de plástico rígido na forma de cotovelo, conectado, por um lado, ao tubo plástico convencional e, por outro, ao molde. Sua abertura deve possuir 04 mm de diâmetro para manter a proporção de 2:3: 4. Atua de maneira semelhante ao Libby Horn, porém com a vantagem de ser de fácil confecção, possibilitando a troca do tubo plástico.

No que se refere ao comprimento do tubo plástico, tem sido aceito que quando uma prótese potente é utilizada, um molde com canal longo é recomendável.

Tipos de Perda Auditiva

As perdas auditivas, podem ser classificadas em perda auditiva condutiva, perda auditiva mista, perda auditiva neurossensorial e surdez central.

Vale ressaltar que a orelha é dividida em orelha externa, média e interna.

A orelha externa é formada pelo pavilhão auricular, o meato acústico externo e a face externa da membrana timpânica.

A orelha média contém o tímpano, a cadeia de ossículos, tuba auditiva além de músculos e ligamentos.

A orelha interna contém órgãos sensoriais da audição como a cóclea e o labirinto, os quais são cheios de líquidos. A Cóclea possui células ciliadas que recebem o som e transmitem para o cérebro através do nervo auditivo.

As perdas auditivas condutivas, ocorrem quando as estruturas da orelha externa ou média, apresentam uma dificuldade em transmitir o som para a orelha interna.

Perdas auditivas neurossensoriais, ocorre  quando o indivíduo apresenta lesão das células ciliadas da cóclea ou do nervo auditivo, o que dificulta na recepção do som.

Perdas auditivas mistas, é uma combinação entre perda auditiva condutiva e neurossensorial.  

A Surdez central, apresenta uma alteração no sistema nervoso auditivo central. Muitas vezes o paciente não apresenta perda auditiva mas têm dificuldade na compreensão do som.

Perda Auditiva Induzida pelo Ruído

A perda auditiva induzida pelo ruído é uma doença crônica e irreversível decorrente da exposição sistemática e prolongada a ruídos com intensidades suficientemente fortes. Ela manifesta-se pela redução gradual e progressiva da audição, geralmente em ambos ouvidos e na maioria das vezes com similaridade no grau da perda entre os dois.

Os indivíduos portadores deste tipo de perda podem desenvolver intolerância a sons intensos, queixar-se de zumbidos e de diminuição da inteligibilidade da fala, com prejuízo da comunicação oral.

Nos primeiros 10 a 15 anos de exposição ao ruído a velocidade média da progressão da perda auditiva é maior, mas se cessada a exposição interrompe-se o processo de agravamento. Portanto, essa constatação enfatiza a necessidade de adoção de alternativas efetivas de proteção e controle do ruído, que elimine o risco de progressão.

Diferentemente da perda auditiva induzida pelo ruído, podemos destacar o trauma acústico que por sua vez é provocado por uma exposição súbita a ruídos muito elevados, por exemplo, uma explosão ou tiro. O trauma acústico pode vir acompanhado de ruptura de tímpano ou desarticulação da cadeia ossicular da orelha média.

SINTOMAS DE UMA PERDA AUDITIVA

O aparecimento da perda auditiva ocorre gradualmente, na maioria dos casos, apenas nos damos conta de nossas dificuldades através das reações das pessoas que convivem conosco.

A perda auditiva pode estar relacionada à idade na maioria das vezes, mas pode também ser conseqüência de várias infecções no ouvido, de exposição prolongada a ruídos intensos, hereditariedade e outros…

  • Você necessita que as pessoas fiquem repetindo com freqüência?
  • Você aumenta o volume da televisão ou rádio mais alto que as demais pessoas?
  • Você tem zumbido ou chiado nos ouvidos?
  • Você responde coisas diferentes das que foram perguntadas?
  • Você percebe a voz, mas não entende o que dizem?
  • Você sente dificuldade pra falar no telefone?
  • Você sente dor ou coceira

Caso a resposta para algumas destas perguntas seja afirmativa é recomendável que se procure um médico otorrinolaringologista e uma fonoaudióloga para uma avaliação mais detalhada da audição.

Quando o médico otorrinolaringologista não encontra a causa da perda de audição na consulta, ou quer saber o grau da surdez, ele solicita o exame de audição com a Fonoaudióloga. O exame de audição vai dizer o grau de dificuldade que a pessoa tem para escutar.

 

Surdez na 3ª idade

A surdez no idoso constitui-se num importante fator de desagregação social. De todas as privações sensoriais, a perda auditiva é a que produz efeito no processo de comunicação do idoso. Com o avançar da idade, todas as pessoas apresentam um processo natural de envelhecimento, o qual envolve o aparelho auditivo. A deficiência auditiva pode ficar mais evidente após os 65 anos de idade. Em alguns indivíduos, o quadro é agravado por ação de agentes como a exposição a ruídos, diabetes, usos de medicamentos ototóxicos e outros.

Dentre as implicações da perda auditiva nos idosos, podemos citar:

  • Redução do entendimento de fala em várias situações, sendo a mesma mais evidente em ambientes ruidosos;
  • Muitas vezes ouve o que a pessoa esta falando, mas não entende;
  • Alterações psicológicas, podem estar presentes, como: depressão, frustração, raiva e medo, causada pela incapacidade pessoal de comunicar-se com os outros;
  • A interação com a família, amigos e comunidade fica comprometida, levando ao isolamento social;
  • Incapacidade auditiva em acompanhar missas, teatro, cinema, TV e rádio;
  • Problemas de alerta e defesa devido a incapacidade para ouvir pessoas, veículos se aproximando, bem como o telefone.

Microfonia em Aparelhos Auditivos

O apito que muitas vezes escutamos vindo de aparelhos de audição é chamado de microfonia. Esta, refere-se ao retorno de energia do sinal de saída da prótese para o microfone. Ela ocorre devido:

● à má adaptação anatômica do molde (molde com folga na orelha);

● à má colocação do molde auricular (molde mal encaixado);

● ao escape de som pelo tubo plástico em molde auricular conectado à aparelho muito potente;

● à rachaduras e/ou cotes no tubo plástico do molde auricular;

● e, também ao volume da prótese ajustado em excesso.

 

Havendo microfonia, recomenda-se que o usuário de parelho compareça ao seu centro auditivo de confiança o mais breve possível, para que medidas possam ser tomadas, tendo em vista que o apito percebido compromete de forma bastante significativa o bom desempenho da prótese.