Aparelho auditivo analógico e digital: principais diferenças

By: | Tags: | Comments: 0 | dezembro 2nd, 2016

Ao iniciarmos uma pesquisa sobre qual a melhor opção de aparelho auditivo adquirir, nos deparamos com as duvidas sobre diferentes tecnologias e recursos do AASI (aparelho de amplificação sonora individual), qual o melhor aparelho para a parda auditiva, e como será o processo de adaptação.

Neste texto, falaremos então, sobre os tipos de tecnologias, bem como as principais diferenças entre elas. Os aparelhos auditivos, em geral, possuem uma estrutura comum entre eles, um microfone que capta o som e um pequeno receptor que envia o som amplificado para o ouvido. Existem duas categorias principais de tecnologia de aparelho auditivo, a analógica e a digital.

A tecnologia analógica utiliza um processamento analógico do sinal, ou seja, utilizam a eletrônica convencional para converter a onda sonora, captada pelo microfone, em um sinal elétrico equivalente ou análogo. Esse é o tipo mais antigo de tecnologia, não são programáveis via computador, mas ajustados manualmente pelo fonoaudiólogo através de controles no próprio aparelho auditivo (trimers). O AASI analógico em geral tem um custo menor, por não possuir todos os recursos que o digital possibilita.

Já os aparelhos auditivos digitais são mais sofisticados em questão de tecnologia, oferecem mais recursos e flexibilidade na adaptação individual das perdas auditivas e ao estilo de vida do paciente. O AASI digital é programado pelo fonoaudiólogo através de um software, possibilitando maior flexibilidade na adaptação.

Nesse tipo de tecnologia, podemos utilizar diversos recursos que melhoram a qualidade sonora, como por exemplo, microfone direcional, múltiplos programas, possibilidade de conectividade (Bluetooth), função automática, e bobina para uso de telefone. Além disso, a tecnologia digital possibilita recursos relacionados à redução de ruído externo, filtrando melhor os sons, melhorando o entendimento de fala.

Contudo, a indicação de uma ou outra tecnologia é sempre feita por um profissional qualificado, baseado na configuração, tipo e grau da perda auditiva. Bem como no estilo de vida do paciente, histórico com uso de AASI, expectativa, e entre outros.

 

Fga. Ana Karoline Blós Duarte

CRFa 3 – 10650

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